Hoje as teclas do teclado estão fugindo dos meus dedos. Elas tremem e se afastam pro lado quando os dedos chegam perto. Eu estou ouvindo Hot Water Music, suando frio com dois ventiladores ligados, e nenhuma idéia na cabeça.
Eu costumava ser mais intenso e dramático. Mas hoje eu sou uma casca fina e quebradiça, tão vulgar quanto uma garrafa de cerveja se estilhaçando no asfalto. Não sei se é bom ou ruim, porque eu não gostava de mim mesmo antigamente. Ainda não gosto, mas hoje me considero ao menos menos pior. Minha música tá crua e grosseira. Meus escritos... não existe nada de novo desde o ano passado.
Há uma relação direta entre a nóia e a arte, os problemas e as composições. Hoje eu sou tão vazio e satisfeito com todas as coisas, que não produzo mais porra nenhuma. Então whatahell estou tentando expressar aqui nessa desgraça desse blog a essa hora da noite?
Antigamente eu tinha vontade de pegar uma mochila e sair por aí. E eu fazia isso. Fui parar a 1.200 Km de casa numa ilha, no meio do Atlântico racionando comida nos últimos dias. Mas hoje, eu não tenho nenhuma necessidade de escape. Eu quero ficar sentado no chão vendo a vida passar, cumprimentando as pessoas, lendo um jornal. Meu pai disse que a crise dos 21 acontece quando a pessoa se acha um bosta que já tem 21 anos e não produziu nada de importante pro mundo. Como eu sempre me achei um bosta, não passei por essa crise, pelo contrário. No último ano estive muito bem resolvido comigo mesmo.
Eu só tenho saudade de estar apaixonado, encher a cara na calçada com meus amigos, fazer poemas bêbado, pular do segundo andar, vomitar a cidade inteira, vagar de madrugada, dormir na rua e reivindicar todas as coisas a que não tenho direito. Acho que eu queria voltar a ser mais inconsequente e irresponsável.
Eu queria voltar a ter vontade de embarcar num navio e ir para o mais longe possível, a viajar sozinho de trem sem dinheiro no bolso, e a traduzir minha loucura incontida em versos, acordes e terrorismo poético.
Mas eu tô ficando velho, porra! Feliz aniversário pra mim.
Eu costumava ser mais intenso e dramático. Mas hoje eu sou uma casca fina e quebradiça, tão vulgar quanto uma garrafa de cerveja se estilhaçando no asfalto. Não sei se é bom ou ruim, porque eu não gostava de mim mesmo antigamente. Ainda não gosto, mas hoje me considero ao menos menos pior. Minha música tá crua e grosseira. Meus escritos... não existe nada de novo desde o ano passado.
Há uma relação direta entre a nóia e a arte, os problemas e as composições. Hoje eu sou tão vazio e satisfeito com todas as coisas, que não produzo mais porra nenhuma. Então whatahell estou tentando expressar aqui nessa desgraça desse blog a essa hora da noite?
Antigamente eu tinha vontade de pegar uma mochila e sair por aí. E eu fazia isso. Fui parar a 1.200 Km de casa numa ilha, no meio do Atlântico racionando comida nos últimos dias. Mas hoje, eu não tenho nenhuma necessidade de escape. Eu quero ficar sentado no chão vendo a vida passar, cumprimentando as pessoas, lendo um jornal. Meu pai disse que a crise dos 21 acontece quando a pessoa se acha um bosta que já tem 21 anos e não produziu nada de importante pro mundo. Como eu sempre me achei um bosta, não passei por essa crise, pelo contrário. No último ano estive muito bem resolvido comigo mesmo.
Eu só tenho saudade de estar apaixonado, encher a cara na calçada com meus amigos, fazer poemas bêbado, pular do segundo andar, vomitar a cidade inteira, vagar de madrugada, dormir na rua e reivindicar todas as coisas a que não tenho direito. Acho que eu queria voltar a ser mais inconsequente e irresponsável.
Eu queria voltar a ter vontade de embarcar num navio e ir para o mais longe possível, a viajar sozinho de trem sem dinheiro no bolso, e a traduzir minha loucura incontida em versos, acordes e terrorismo poético.
Mas eu tô ficando velho, porra! Feliz aniversário pra mim.