sábado, 22 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Fim de Festa
Odeio aquela sensação de fim de festa. Odeio quando a maioria das pessoas já se foi e tudo está melancolicamente quieto, com o chão marcado e sujo pela agitação de algumas horas antes.
Eu odeio esse clima de fim de festa que habita nos velhos. Imagino como deve ser viver num mundo de recordações mortas, onde os jovens não te entendem, e a maioria das pessoas que lhe entendiam já se foram. A festa está acabando e o velho é um dos últimos a sair. Ele fica sozinho, lembrando que poucas horas antes o amor da vida dele e ele eram jovens dançando no salão. Que apenas alguns minutos atrás ele e seus amigos estavam rindo, sentados na mesa. E então ele se dá conta de que cada pessoa com quem ele compartilhou essa festa da vida foi embora, sobrando apenas ele.
E quem são essas pessoas estranhas que dizem o conhecer? Quem são essas pessoas cheias de vida, que falam uma linguagem estranha, cultivam valores estranhos e representam um novo e estranho mundo que surge para que o antigo seja esquecido? São os filhos e os netos - dele e dos seus companheiros - reformulando e destruindo tudo o que eles construíram. Ninguém mais quer saber das suas aventuras, das músicas que a sua geração gostava, das alegrias que eles viveram. O velho está só.
Eu tenho horror a isso tudo. Quero morrer jovem, animado e cheio de planos. Quero ser o cara que vai embora no meio da festa, se despedindo de todos, alegre e grato pelos momentos juntos. Deus me proteja de permanecer até o fim; limpando a sujeira de quem se foi, olhando os retratos de um tempo tragado pelo passado impalpável, suspirando saudoso enquanto vaga pela casa vazia da velhice.
Eu odeio esse clima de fim de festa que habita nos velhos. Imagino como deve ser viver num mundo de recordações mortas, onde os jovens não te entendem, e a maioria das pessoas que lhe entendiam já se foram. A festa está acabando e o velho é um dos últimos a sair. Ele fica sozinho, lembrando que poucas horas antes o amor da vida dele e ele eram jovens dançando no salão. Que apenas alguns minutos atrás ele e seus amigos estavam rindo, sentados na mesa. E então ele se dá conta de que cada pessoa com quem ele compartilhou essa festa da vida foi embora, sobrando apenas ele.
E quem são essas pessoas estranhas que dizem o conhecer? Quem são essas pessoas cheias de vida, que falam uma linguagem estranha, cultivam valores estranhos e representam um novo e estranho mundo que surge para que o antigo seja esquecido? São os filhos e os netos - dele e dos seus companheiros - reformulando e destruindo tudo o que eles construíram. Ninguém mais quer saber das suas aventuras, das músicas que a sua geração gostava, das alegrias que eles viveram. O velho está só.
Eu tenho horror a isso tudo. Quero morrer jovem, animado e cheio de planos. Quero ser o cara que vai embora no meio da festa, se despedindo de todos, alegre e grato pelos momentos juntos. Deus me proteja de permanecer até o fim; limpando a sujeira de quem se foi, olhando os retratos de um tempo tragado pelo passado impalpável, suspirando saudoso enquanto vaga pela casa vazia da velhice.
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